Ganhar a Libertadores é uma obsessão para o Corinthians. E os primeiros passos da nova caminhada não devem ser complicados para o atual campeão brasileiro. No Grupo 6, se tem alguém que ameaça, é o Cruz Azul, quase virgem na competição – mas que já foi além do Timão na disputa. O Deportivo Táchira e o Nacional-PAR têm histórico de mortes prematuras no torneio.
Outra vantagem corintiana é a probabilidade de receber pouca pressão como visitante. Os adversários ou têm pouca torcida, ou contam com estádios que não apresentam o efeito caldeirão.
Mas a atenção precisa ser grande com os mexicanos, que fizeram 3 a 0 no Timão em 2003 – no Brasil, os paulistas ganharam por 1 a 0.
O Cruz Azul tem apenas duas participações na Libertadores. E já conseguiu ser vice-campeão. O time mexicano foi à final em 2001, contra o Boca Juniors. Perdeu o primeiro jogo, em casa, por 1 a 0, e devolveu o placar na Bombonera. Acabou batido nos pênaltis. Naquele ano, enfrentou o São Caetano, com empate no Brasil e vitória no México.
Pouco tradicional na Libertadores, o clube da Cidade do México costuma ser mais forte em sua região. Tem oito títulos nacionais e cinco conquistas da Copa dos Campeões da Concacaf.
Tem um elenco com jogadores mexicanos bastante experientes, mesclados a estrangeiros. Destaque para o zagueiro Gerardo Torrado, capitão do time, de 32 anos e três participações em Copas do Mundo pela seleção mexicana, e para o atacante Omar Bravo, de 31 anos.
Fique de olho: tem sangue brasileiro no Cruz Azul. O atacante Maranhão disputa uma vaga de titular em seus primeiros meses na equipe mexicana. Com apenas 21 anos, o baixinho de 1,69m, ex-jogador do Bahia, pode colocar correria para cima das defesas adversárias.
Efeito caldeirão: o clube mexicano atua no Estádio Azul, uma referência ao nome do clube – e que é levada ao pé da letra na pintura das arquibancadas. É um espaço grande, com capacidade para mais de 35 mil pessoas. Mas não deve lotar na primeira fase da Libertadores.
Desempenho recente: o Cruz Azul está invicto no Clausura mexicano. Começou empatando por 1 a 1 com o Tigres, deu continuidade vencendo o Atlas por 2 a 0, seguiu com igualdade de 1 a 1 com o Pachuca, voltou a empatar com o Atlante, por 2 a 2, e no sábado fez 2 a 0 no Jaguares.
O Deportivo Táchira é disparado o time mais experiente em Libertadores no Grupo 6. Mas isso não significa que costume ir longe. Entrando pela 18ª vez no torneio continental, o clube venezuelano não foi além de uma participação nas quartas de final, em 2004. Em geral, morre na primeira fase. O ano passado foi um exemplo: presente na chave do Santos, somou apenas dois pontos em seis jogos. Foi o segundo time mais vazado, com 12 gols sofridos.
O clube de San Cristóbal chega à Libertadores por ter sido o campeão venezuelano da temporada 2010/2011. Em momento de crescimento do futebol na terra de Hugo Chávez, é uma credencial.
O elenco é desconhecido, formado por atletas que costumam circular pelo futebol local. O grupo é reforçado por cinco estrangeiros – dois colombianos, um argentino, um chileno e um norte-americano.
Fique de olho: o atacante colombiano Sergio Herrera, ex-Atlético-PR, é um dos poucos atletas com algum renome no Deportivo Táchira. Aos 30 anos, não falta experiência internacional ao atleta, que defendeu três vezes o América de Cali e ainda rumou por Argentina, Arábia Saudita e, por fim, Estados Unidos.
Efeito caldeirão: o Deportivo Táchira joga no estádio Polideportivo de Pueblo Novo, um dos principais da Venezuela, com capacidade para quase 40 mil pessoas. Foi uma das sedes da Copa América de 2007, para o qual foi reformado – recebeu quatro partidas. Boa parte do público fica em cadeiras, e distante do gramado. A pressão não é das maiores.
Desempenho recente: o Deportivo Táchira começou muito mal o Clausura venezuelano. São três jogos e apenas uma vitória: derrota de 3 a 1 para o Lara, empate por 3 a 3 com o Deportivo Petare, triunfo de 1 a 0 sobre o Monagas e derrota de 1 a 0 para o Aragua.
Sem a tradição de Cerro Porteño e Olimpia, sem a força recente do Libertad, o Nacional paraguaio é o azarão do país na Libertadores. O clube de Assunción vai para sua sexta participação no torneio continental. Jamais passou da fase de grupos.
Mas já conseguiu incomodar. Em 2009, goleou o El Nacional na altitude de Quito, por 5 a 0, pela pré-Libertadores. Na fase seguinte, não foi bem, mas conseguiu fazer 4 a 2 no River Plate argentino.
La Academia se reforçou para a Libertadores. Buscou sete atletas, incluindo três argentinos. O elenco tricolor tem cinco hermanos: os goleiros Ignacio Don e German Caffa, o zagueiro Ricardo Mazacotte, o meia Javier Villarreal e o atacante Germán Cano. Explica-se: o treinador, Javier Torrente, também é argentino.
Fique de olho: o atacante Rodrigo Teixeira não é dos mais conhecidos no Brasil, onde nasceu há 33 anos. É mais um caso de atletas formados em terras verde-amarelas, mas que fazem sucesso mesmo é em outros países sul-americanos. Criado no Vasco, ele perambulou pelo continente. Defendeu clubes de Equador (Esmeraldas Petrolero, Barcelona e Deportivo Cuenca), Colômbia (Junior e Cúcuta), Venezuela (Caracas) e Paraguai (Guaraní, antes do Nacional). Sabe como encarar uma Libertadores. Em 2009, foi vice-artilheiro da disputa pelo Deportivo Cuenca, com sete gols – um atrás de Boselli, campeão com o Estudiantes.
Efeito caldeirão: o Nacional pretende mandar seus jogos da Libertadores no estádio Nicolás Leoz, que pertence ao Libertad. O local tem menos de dez anos de vida. O gramado costuma ser muito bem cuidado. A capacidade é para pouco mais de 10 mil pessoas, mas o clima não é de grande pressão.
Desempenho recente: a estreia do Nacional no Apertura paraguaio não foi boa. Levou 1 a 0 do Libertad no último sábado.


Táchira, presente no grupo do Santos, morreu na
La Academia reforço seu elenco, que agora tem
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