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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Messi dá show à parte para Vettel, faz quatro, e Barça passeia sobre Valencia

O bicampeão da Fórmula 1, Sebastian Vettel, e sua namorada estavam nas arquibancadas do Camp Nou. Mas em dias de jogos do Barcelona é mesmo muito difícil tirar o brilho de Lionel Messi. O craque argentino deu mais um show e, com quatro gols, comandou a goleada de virada por 5 a 1 sobre o Valencia, neste domingo, pela 24ª rodada do Campeonato Espanhol. O também hermano Pablo Piatti abriu o placar para os visitantes, enquanto Xavi fechou o placar nos acréscimos.
Messi comemora gol do Barcelona contra o Valencia (Foto: AP)Messi segue encantando todo o planeta bola e está a 13 gols de se tornar o maior artilheiro do Barça (AP)
Estatísticas impressionam
Messi, que chegou aos 27 gols na competição, apenas um atrás do português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, também atingiu importante marca, tornando-se o mais jovem a atingir 200 jogos em Campeonatos Espanhóis – com 24 anos e 240 dias de idade. Esta também foi a segunda vez em sua carreira que fez quatro gols em um só confronto – a primeira havia sido diante do Arsenal, pelas quartas de final da Liga dos Campeões de 2009/2010.
Na atual temporada, o astro acumula 42 gols em 40 jogos, com direito ainda a 19 assistências, e está próximo de quebrar novo recorde. Com 222 gols no total, a diferença para César, o maior artilheiro da história do clube, é de apenas 13 tentos. A expectativa é de que ele alcance o topo dos goleadores catalães até maio, quando terão fim todos os campeonatos de 2011/2012.
E o camisa 10 só não anotou mais por conta de uma grande atuação de Diego Alves. Convocado por Mano Menezes para o amistoso da Seleção Brasileira contra a Bósnia, no próximo dia 28, na Suíça, o ex-goleiro do Atlético-MG evitou o que seria uma catástrofe ao fazer grandes defesas, principalmente no primeiro tempo.
Além de Diego Alves, o atacante Jonas foi outro brasileiro que começou jogando. Do lado mandante, o lateral-direito Daniel Alves estava suspenso e deu lugar ao jovem Montoya. Adriano, também chamado por Mano, e Thiago Alcântara, naturalizado espanhol, ficaram no banco de reservas – o filho de Mazinho ainda entrou nos minutos finais.
Pep Guardiola na partida do Barcelona contra o Valencia (Foto: EFE)Josep Guardiola em raro momento de irritação na
goleada do Barcelona (Foto: EFE)
Desta forma, os catalães voltam a ficar a dez pontos do líder Real Madrid na tabela de classificação (61 a 51). Restam agora 15 partidas, entre elas o Superclássico no Camp Nou – e 45 pontos em jogo –, o que ainda alimenta as esperanças de um tricampeonato por parte do time comandado por Josep Guardiola.
Diego Alves x Barcelona
Apesar do massacre, o Valencia foi quem saiu na frente logo aos oito minutos. A defesa do Barça cochilou e Piatti apareceu livre após cruzamento para deixar o seu. Os catalães já pressionavam quando chegaram ao empate, aos 21. Pedro cruzou da esquerda, Rami falhou ao tentar dominar e deixou limpa para Messi.
Avassalador, o Barça precisou de cinco minutos para virar o placar. Aos 26, Iniesta enfiou linda bola para Abidal, que cruzou para Messi escorar. Diego Alves fez a defesa no primeiro lance, mas o próprio argentino concluiu na sequência.
Àquela altura o duelo já era claro: a zaga do Valencia cedia espaços e deixava Diego Alves com a missão de salvar todas. Algumas ele conseguiu, outras contou com a ajuda da trave, como em finalização de Fábregas após passe magistral de Iniesta. Por sorte e competência do brasileiro, o primeiro tempo terminou apenas com a vantagem mínima para os donos da casa.
Messi marca gol do Barcelona sobre Diego Alves do Valencia (Foto: Getty Images)Messi venceu Diego Alves no segundo gol e em outra três oportunidades: brasileiro teve boa atuação (Getty)
Messi, soberano
O panorama seguiu o mesmo na etapa final, quando em três minutos novamente Diego já havia trabalhado em duas oportunidades. É bem verdade que o Valencia assustou com Feghouli, aos 21 minutos, mas o poder de ditar o ritmo de jogo era dos catalães.
O terceiro saiu aos 30. Tello, que havia entrado no lugar de Pedro, fez boa jogada pela esquerda e chutou com força. Diego deu rebote e Messi apareceu para conferir. Mas ainda faltava um golaço dele: aos 39, Busquets deu bonito passe em contra-ataque e colocou o argentino frente a frente com o maior adversário da noite. Uma cavadinha resolveu tudo.
Ainda houve tempo para Xavi, nos acréscimos, aproveitar falha de Rami e dar números finais à goleada. Quando quer, o Barcelona sabe mesmo impressionar.
Vettel no Camp Nou durante jogo do Barcelona (Foto: EFE)Vettel e a namorada foram ofuscados pelo show de Messi no Camp Nou (Foto: EFE)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

INVICTO E LÍDER: PALMEIRAS BATE ITUANO, ANIMA TORCIDA E 'APRESENTA' BARCOS

Cada vez mais maduro, o Palmeiras vai fazendo as pazes com seu torcedor e mostrando que não é nem sombra daquele que decepcionou em 2011. Contra o Ituano, neste sábado, no Pacaembu, o Verdão resolveu o jogo no primeiro tempo, teve pouco trabalho e ganhou a liderança provisória do Campeonato Paulista com os 3 a 0 aplicados na equipe do interior. O time que dependia da bola parada de Marcos Assunção continua precisando dela - o capitão participou de nove dos 14 gols em 2012. Mas agora tem um artilheiro nato, Hernán Barcos, um meia criativo, Daniel Carvalho, e muita disposição.
barcos palmeiras x ituano (Foto: Ale Cabral/Futura Press)Hernán Barcos comemora o gol marcado em seu primeiro jogo como titular (Foto: Ale Cabral/Futura Press)
Barcos fez seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras, o segundo da equipe neste sábado. Bem ou mal, enchendo os olhos ou não, o time de Luiz Felipe Scolari ocupa a ponta da tabela do Paulistão, com 17 pontos em sete jogos - contando com o fim da temporada passada, já são 13 partidas de invencibilidade.
O Alviverde permanecerá na liderança isolada se Corinthians e São Paulo empatarem no clássico deste domingo, também no Pacaembu, no complemento da sétima rodada do Paulistão. Por outro lado, o frágil Ituano segue com quatro pontos na tabela, à beira do rebaixamento. O auxiliar técnico Doriva fez o que pôde, mas a equipe do interior teve poucas chances de surpreender.
Os dois times voltam a campo às vésperas do carnaval, pela oitava rodada do estadual. O Palmeiras enfrenta o Guaratinguetá fora de casa, sexta-feira, às 21h (de Brasília). Já o Ituano recebe o Catanduvense no sábado, às 18h30m, no Novelli Júnior.
Navegando sem sustos
Entre todas as escalações utilizadas por Luiz Felipe Scolari na temporada, a deste sábado era a mais ousada. No ataque, Maikon Leite e Barcos mostraram um entrosamento incomum, como se jogassem juntos há anos. Pela direita, Maikon fez sua melhor partida como titular do Verdão, infernizou a frágil zaga do Ituano e participou do primeiro gol. Daniel Carvalho esteve mais tímido, mas chamou a atenção com passes precisos – inclusive um de letra que quase resultou em gol.
O esquema era mais equilibrado, o sistema defensivo controlava bem a equipe do interior, mas a estrela da tarde vestia a camisa de número 29, arrumava os cabelos depois de cada jogada e era ovacionado pela torcida a cada toque na bola. Hernán Barcos caiu nas graças da torcida logo em seus primeiros cinco minutos. Um drible seco que tirou dois zagueiros da jogada fez nascer o gol de abertura do placar no Pacaembu. Segundos depois do lance, a bola passou por Maikon Leite na direita e terminou na cabeça de Patrik: 1 a 0, com apenas sete minutos.
A chuva não atrapalhou os planos do Palmeiras, que tinha em Barcos seu porto seguro no ataque. A fome de gol era evidente. Em todos os lances de ataque o argentino levantou os braços pedindo bola, querendo jogo. Aos 22, veio a recompensa – para variar, em uma jogada iniciada por Marcos Assunção. De cabeça, praticamente em cima da linha, Barcos desencantou e levou os palmeirenses a um outro nível de empolgação. Aquele time de 2011 está cada vez mais longe da memória do torcedor, substituído por uma equipe muito melhor, muito mais qualificada para levar o Verdão a voos altos na temporada.
Assunção? Que novidade...
Ainda há um problema sério a ser corrigido neste novo Palmeiras: a capacidade de complicar um jogo fácil. O Ituano, mesmo com o técnico interino Doriva e um time bem mudado, passou a pressionar no início do segundo tempo. Kleyton Domingues não teve marcação, Jefferson Luiz passou a arriscar de longe, e Deola teve trabalho. O Verdão errou passes demais e mostrou certo nervosismo com o domínio dos rivais.
Felipão agiu e fez sua substituição costumeira, tentando proteger melhor o meio-campo. Sacou um cansado Daniel Carvalho e lançou João Vitor. Desta vez a alternativa de colocar o volante se mostrou mais efetiva. O meio-campo acertou a marcação, e o jogo voltou para as rédeas do Palmeiras.
E lá no ataque? Barcos se garantiu na disposição, Maikon Leite fez mais algumas boas jogadas pela direita... Mas quando o time era pressionado e precisou de alguém, foi a arma de sempre que apareceu. Virou rotina falar de Marcos Assunção. Basta informar que de um escanteio cobrado por ele saiu o gol de cabeça de Artur, segundo do lateral-direito em dois jogos com a camisa do Verdão.
Não à toa, Assunção foi aplaudido de pé pela torcida quando substituído por Pedro Carmona, já nos minutos finais. Já faz um certo tempo que o capitão do Palmeiras é o cara do time, o jogador mais confiável que Felipão tem em mãos. A diferença é que em 2012 as companhias são mais qualificadas, e o Verdão começa a tomar corpo. Há tempos, o palmeirense esperava por boas notícias como essa.

EM DIA DE FUMAGALLI, GUARANI BATE PAULISTA E CHEGA AO TERCEIRO LUGAR

A centésima partida de Fumagalli precisava de três coisas para ser perfeita: vitória do Guarani, um gol do meia e a torcida chamando-o de "Fumagol", apelido carinhoso das arquibancadas. E tudo isso virou realidade neste domingo. Com gol do camisa 10, em cobrança de pênalti, o Bugre bateu o Paulista por 2 a 1, no Brinco de Ouro, em Campinas, e terminou a sétima rodada do Campeonato Paulista entre os três melhores times da competição.
Invicto há cinco partidas, o Guarani garantiu a vitória somente no segundo tempo. Depois de broncas de Vadão, os bugrinos voltaram do intervalo dispostos a matar a partida. Fabinho fez logo no início e, depois, Fumagalli completou. O resultado garantiu ao time de Campinas o terceiro lugar no Paulistão, com 16 pontos, atrás somente de Palmeiras e Corinthians, ambos com 17.
Guarani vence o Paulista por 2 a 1, pelo Paulistão (Foto: Rodrigo Villalba / MemoryPress)Bugrinos tentam ataque pelo alto: time conquista importante vitória (Foto: Rodrigo Villalba / MemoryPress)
Enquanto isso, o Paulista parece perder o embalo. É a segunda derrota seguida do rubro-negro no torneio - no meio de semana, caiu diante do São Caetano por 2 a 1. Ainda com 13 pontos, o Galo termina a rodada na quinta posição, com dois de vantagem para a Ponte Preta, que empatou com o Mirassol.
Os dois times voltam a jogar pelo estadual já nesta quinta-feira. O Paulista joga pela terceira vez como visitante, agora contra o São Paulo, às 19h30 (horário de Brasília), no Morumbi. Enquanto isso, o Guarani visita Comercial, no Palma Travassos, em Ribeirão Preto, às 20h30.
Muitos erros, pouquíssimas chances
A fama de melhores do interior não entrou em campo no Brinco. Com os times praticamente completos, a partida ficou abaixo da expectativa de quem esteve no estádio. O Guarani tomou a iniciativa, mas errou muitas finalizações e viu Vagner sair com o uniforme limpo no primeiro tempo. Já o Paulista até forçou Emerson a trabalhar, mas pouco acertou o gol.
Os bugrinos foram ao ataque logo aos seis minutos, com Ronaldo, mas o atacante – de canhota – jogou longe do gol. Apostando nos contra-ataques, o Paulista chegou perto de balançar as redes aos 18: Danilo Gomes cobrou falta de longa distância e Emerson saltou no canto esquerdo para espalmar para escanteio.
O Guarani voltou a assustar aos 23. Fumagalli recebeu pelo bico direito da grande área e chutou com perigo, à esquerda de Vagner. Em seguida, o meia alviverde quase marcou ao tentar um cruzamento da direita, que o goleiro do Paulista afastou com um tapa sobre o travessão.
A melhor oportunidade do primeiro tempo caiu nos pés de Ronaldo. Aos 39, Fabinho recebeu lançamento na esquerda, girou sobre o zagueiro e cruzou para o companheiro de ataque, que, de primeira bateu no canto esquerdo. A bola saiu raspando a trave.
Fumagalli coroa o 'dia perfeito'
Fabinho festeja primeiro gol do Guarani contra o Paulista (Foto: Rodrigo Villalba / MemoryPress)Fabinho festeja primeiro gol do Guarani contra o
Paulista (Foto: Rodrigo Villalba / MemoryPress)
Na volta para o intervalo, os times não mexeram, mas Vadão cobrou uma mudança de postura no Guarani. Para o treinador, era preciso melhorar na finalização, porque as chances eram criadas naturalmente. Obediente, Fabinho arrancou um sorriso do chefe logo aos dois minutos. O atacante recebeu belo lançamento de Fumagalli, passou pelo goleiro e bateu para o gol vazio.
O lance esquentou o Brinco, apesar do baixo público que compareceu ao estádio. Empolgado, o Guarani passou a tocar a bola de lado e só atacar na boa. Já o Paulista, desesperado para reverter a vantagem, tentou a todo custo empatar, mas brecou na defesa alviverde, que, sem brincadeira, rebateu todas as bolas que se aproximaram de Emerson.
Ou melhor, quase todas. Aos 27 minutos, o Galo do Japi alcançou o empate na base da insistência. Rychely deixou Fabrizzyo em boas condições dentro da área. De costas, ele só ajeitou para Danilo Gomes, que, de perna direita, bateu com força no contrapé de Emerson. O goleiro bugrino ainda tocou na bola, mas não evitou a igualdade no placar.
O Paulista mal comemorou o empate. Dois minutos depois, Thiaguinho invadiu a área pelo canto esquerdo e foi derrubado por Samuel Xavier. O árbitro, em cima do lance, assinalou o pênalti. Fumagalli – para coroar sua centésima partida – bateu firme no canto direito e deslocou Vagner.
O pênalti serviu de balde de água fria no Paulista. Sérgio Baresi deixou o time mais ofensivo com as entradas de Chiquinho e Welton, estratégia que pouco funcionou. Vadão reforçou a marcação com a troca de Fumagalli por Rodrigo Arroz e segurou o resultado, que recoloca o Guarani – depois de inúmeras brigas contra o rebaixamento – novamente nas primeiras posições do Paulistão.

CLÁSSICO INCENDIÁRIO, ESCRITA MANTIDA: TIMÃO BATE O TRICOLOR NO PACAEMBU

Gol do jogador desacreditado, pênalti perdido, jogador expulso, jogador incendiário. Chuva, muita chuva. O Majestoso teve de tudo, foi emocionante. Mas em um jogo de tantas mudanças de ambiente, uma escrita se manteve: neste domingo: o Corinthians venceu o São Paulo por 1 a 0, gol do meia Danilo, e conseguiu sua sexta vitória seguida sobre o rival tricolor no Pacaembu. Mais: divide a liderança do Campeonato Paulista com o Palmeiras e deixou o adversário deste domingo para trás.

Depois do gol de Danilo, o São Paulo teve a chance de empatar, mas Jadson perdeu um pênalti no ato final do primeiro tempo. No segundo, João Filipe foi expulso. Ingredientes que apimentaram um clássico muito quente, que teve no atacante Jorge Henrique a principal fonte de calor. O baixinho fez grande partida e foi peça central da vitória corintiana.
 
Com o resultado, o Timão chega aos 17 pontos e alcança o Palmeiras na ponta da tabela – ainda perde nos critérios de desempate. Já o Tricolor permanece com 14, mas ainda nas primeiras posições do campeonato.

O Corinthians volta a campo na quarta-feira, mas pela Libertadores, quando enfrenta o Deportivo Táchira-VEN, em San Cristobal. Pelo Campeonato Paulista, o Timão jogará no sábado, contra o São Caetano, às 16h20m (de Brasília), no Anacleto Campanella. O São Paulo receberá o Paulista na quinta-feira, às 19h30, no Morumbi.

Nem chuva apaga incêndio de Jorge
O São Paulo esperou, o Corinthians incendiou. Ao lado de sua torcida, o Timão logo dominou as ações no meio-campo e, mesmo com um novo trio no ataque, não perdeu sua característica de toques rápidos, de velocidade. Pela esquerda, o time da casa armou as principais jogadas e não tomou conhecimento do improvisado João Filipe. Também naquele setor, Danilo fez das suas – muito técnico, e sempre com um algo mais diante do Tricolor, clube pelo qual também brilhou.
Poucos vestem a camisa alvinegra como Jorge Henrique. Espirituoso e incendiário. Logo na primeira vez em que pegou na bola, levou uma falta dura de Wellington, que valeu ao são-paulino um cartão amarelo. Depois, tomou uma entrada de Cícero. O jogo ficou quente, e o São Paulo, nervoso – com os próprios erros e com a arbitragem de Raphael Claus. O Corinthians de Jorge tratou de se aproveitar.
danilo corinthians x são paulo (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)Danilo comemora o gol que garantiu o triunfo corintiano (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
As trocas constantes de posições no ataque fizeram o Timão abrir espaços. Denis fez uma defesa espetacular em chute de Danilo. Depois, Willian tabelou com Élton e quase abriu o placar. Aos 21 minutos, o gol: com Jorge Henrique cobrando escanteio perfeito e Danilo subindo mais do que João Filipe, mostrando que vai, sim, brigar por uma vaga entre os titulares da Taça Libertadores. Mesmo com Alex em grande fase e com Douglas no banco de reservas fazendo sombra.
A chuva, que desabou implacável, não chegou a atrapalhar os dois times e nem refrescou o clima dentro do gramado. Nas arquibancadas, os primeiros gritos provocativos ao Tricolor: “Freguês voltou.” Os comandados de Leão tentaram responder sempre na bola parada. Depois de uma dessas faltas, pênalti bobo e claro de Alessandro em Cortez, aos 43. Jadson, o camisa 10 contratado para resolver, chutou no tobogã do Pacaembu e levou a torcida corintiana ao êxtase. O São Paulo teve a chance, mas o Timão foi para o vestiário com o momento favorável.
Tricolor melhora, mas não empata
Foi assim contra o Palmeiras, na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado. Foi assim neste domingo. Jorge Henrique seguiu irritando os adversários com toques rápidos na bola, uma ou outra firula. Assim como os palmeirenses naquela ocasião, os são-paulinos não hesitaram em chegar com uma força extra no atacante corintiano.

Apesar disso, o Tricolor buscava, tentava colocar um tímido Lucas no jogo. Com 15 minutos jogados no segundo tempo, Leão se irritou e fez substituições por atacado. Fernandinho, Osvaldo e Maicon entraram nas vagas de Jadson, Willian José e Casemiro.
Um minuto depois das trocas, João Filipe perdeu a cabeça e “coroou” uma atuação para ser esquecida. Jorge Henrique fez mais uma das suas, passou o pé por cima da bola e só esperou a rasteira do zagueiro. Cartão vermelho, direto, sem contestações. E Leão teve de deslocar Wellington para a lateral, recuar seus meias e pensar em uma alternativa para tentar incomodar o Timão.
Curiosamente, o Tricolor, mesmo com um a menos, melhorou e mostrou uma disposição que Leão vinha pedindo desde o início da partida. Com mais raça que organização, o time do Morumbi foi para cima. Fernandinho quase empatou, Maicon pôs a bola nos pés e pensou jogadas. Por outro lado, o Timão tinha espaço para jogar, mas passou a perder gols. Até Ralf quis dar uma de centroavante, sem sucesso: arrancou pelo meio, ganhou dos zagueiros na corrida, mas correu mais que a bola e foi desarmado.
O jogo ficou morno, e os corintianos só voltaram a se animar quando Tite chamou Douglas. A reestreia do meia ocorreu aos 35 minutos. Pouco tempo para brilhar, mas suficiente para segurar a bola e garantir mais uma vitória corintiana no Majestoso – a sexta seguida no Pacaembu. Ânimo mais do que renovado para a estreia na Libertadores.

Flamengo e Santos acertam troca de Alex Silva por Ibson, afirma jornal De acordo com 'O Globo' negociação foi concretizada na madrugada deste sábado. Clubes terão que quitar dívidas com os antigos clubes dos atletas

De acordo com o jornal "O Globo", Flamengo e Santos acertaram na madrugada deste sábado a troca do zagueiro Alex Silva pelo apoiador Ibson. Enquanto o defensor vai defender o time da Vila Belmiro, o meia retornará ao Rubro-Negro, clube que o revelou em 2003. O desfecho da negociação ainda não foi confirmado de forma oficial.
Para contratar Ibson, o Flamengo também terá que arcar com o débito que o Santos tinha com o Spartak de Moscou, da Rússia, de cerca de R$ 2 milhões. Por outro lado, o Peixe terá que quitar R$ 1,1 milhão ao Hamburgo, valor que deveria ser quitado pelo Rubro-Negro, que adquiriu 50% dos direitos de Alex Silva.
A situação de Alex Silva no Flamengo ficou insustentável depois que o jogador não apareceu para o embarque da delegação rubro-negra para a Bolívia. O defensor alegou atraso no pagamento dos salários para não seguir com o grupo para o confronto contra o Real Potosí, pela pré-Libertadores.
Na tarde da última sexta-feira, o Santos chegou a manifestar a desistência na contratação de Alex Silva. De acordo com o clube paulista, a parte salarial com o jogador já estava acertada, mas o negócio emperrou nas tratativas com o Flamengo. Na madruga deste sábado, porém, uma nova rodada de discussões acabou sacramentando o tro

Turbulência no voo do Fla assusta Léo Moura: 'Deus, muito obrigado' Mau tempo fecha o Santos Dumont, e avião com a delegação pousa com 80 minutos de atraso. 'Nunca mais quero passar esse sofrimento', desabafa Léo

Depois de vencer o Nova Iguaçu pelo placar de 2 a 0, em Macaé , a delegação do Flamengo voltou a Rio de avião, na noite deste sábado. Por conta do mau tempo, houve muita turbulência durante o percurso. O pouso estava previsto para o aeroporto Santos Dumont, que estava fechado. O avião teve então de partir para o Galeão, mas retornou ao Santos Dumont para pousar com 80 minutos de atraso.
Pelo Twitter, Léo Moura mostrou ter ficado bastante assustado com os problemas da viagem.
- Glória a Deus!!! A única coisa que quero no momento é chegar em casa, abraçar minha esposa e filha e dizer que amo demais! Obrigado, Deus! Nunca mais quero passar esse sofrimento que passei hoje nesse voo de volta!! Deus, muito obrigado por nos trazer de volta! Foi difícil demais. Voo de volta complicado! Aeroportos fechados, tivemos que ficar mais de 50 minutos rodando e com muita turbulência! Mas graças a Deus pousamos bem! - disse o lateral.
O Flamengo volta a viajar de avião nesta segunda-feira. O time vai para a Argentina, onde na quarta-feira encara o Lanús, pelo Grupo 2 da Libertadores.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

No fim da partida, Leão vira sobre o Vovô e vence o Clássico-Rei no PV

Vencer o rival de virada, no fim da partida, tirar-lhe a invencibilidade e assumir o primeiro lugar tem um gosto especial. Que o diga a torcida do Fortaleza. No primeiro Clássico Rei do ano, neste domingo, pela oitava rodada, o Leão fez a festa sobre o Vovô. Em uma partida emocionante, teve forças para virar o placar por 2 a 1 no fim do segundo tempo - com gols de Ciro, aos 44, e Kauê , de falta aos 46 - e levou a melhor sobre o Ceará - que abrira o placar com Felipe Avezedo, de pênalti. Desta forma, o Tricolor de Aço pulou para a ponta da tabela. Liderança conquistada e, de quebra, como único invicto da competição.
O Leão chegou aos 19 pontos conquistados. Na tabela, é seguido de perto pelo Horizonte, com 18, e pelo Ceará, com 17. Na nona rodada, na próxima quarta-feira, o Fortaleza enfrentará o Icasa, às 21h, no Romeirão. O Ceará receberá o Itapipoca, quinta,  às 20h20, no Presidente Vargas.
Kauê comemora gol da virada do Fortaleza no PV contra o Ceará (Foto: LC Moreira/Agência Estado)Kauê bate falta com perfeição e comemora o gol da virada do Fortaleza no PV contra o Ceará: vitória sobre rival por 2 a 1 deixa Leão na liderança da competição (Foto: LC Moreira/Agência Estado)
Primeiro tempo morno
Antes de o jogo começar, havia muita expectativa de ambas as partes. Amenizada com muito samba no pé, após apresentações de grupos de ritmistas no gramado do PV. Mas havia ainda a ansiedade para saber como Mota e Geraldo entrariam neste Clássico-Rei. O jogador alvinegro não o disputava há 11 anos. E Geraldo entrava, pela primeira vez, com trancinhas tricolores. No entanto, nenhum dos dois atletas brilhou na tarde deste domingo.
Os primeiros 10 minutos foram dominados pelo Fortaleza. Em um chute de Kauê, da entrada da área, Fernando Henrique teve que fazer sua primeira boa defesa na partida. O Ceará tinha dificuldades de armar jogadas e mal conseguia ultrapassar a linha do meio de campo.
O domínio era do Leão. Rafinha desceu pela direita e, em uma cabeçada, Cléo acertou a bola na trave. O Tricolor teve ainda outra grande oportunidade com Rômulo. Dentro da área,  limpou e chutou cruzado. O goleiro alvinegro teve que se esticar para fazer a defesa.
A primeira boa descida ao ataque do Ceará foi com Romário, que chutou cruzado da linha de fundo. Felipe Azevedo chegou atrasado e não conseguiu colocar o pé para empurrar para o gol. Antes de o primeiro tempo terminar, Kauê ainda acertou uma bomba no cantinho, mas o goleiro alvinegro estava atento para defender.
Emoção
O segundo tempo começou com o Ceará com postura totalmente diferente. O time alvinegro partiu para cima do Fortaleza. Logo aos 5 minutos, Apodi foi derrubado na área. O árbitro marcou pênalti. Felipe Azevedo foi quem cobrou e abriu o placar no PV.
O Ceará tinha mais posse de bola e dominava a partida. Mas foi o Fortaleza que chegou e até marcou um gol com Cléo, aos 19 minutos. No entanto, o arbitro marcou impedimento. Depois, lance incrível do Ceará. Rogerinho limpou e passou para Edérson, que tinha acabado de entrar no lugar de Romário. O atacante acertou a trave e, no rebote, Mota quase marcou o segundo.
Aos 33 minutos, o Fortaleza teve mais um gol anulado. Desta vez com Cléo. E depois de dois gols anulados, o time ainda criou forças para marcar no fim do jogo. Aos 44, cobrança de escanteio. A bola passou por toda a área e parou nos pés de Cléo. O baixinho cruzou na medida para Ciro Sena. Ele cabeceou para baixo, e a bola foi para o fundo das redes.
Após o empate, a torcida se inflamou e empurrou o time para o ataque. Aos 46, quando o jogo parecia terminado, foi marcada uma falta perigosa perto da entrada da área alvinegra. Kauê cobrou com perfeição, virou o jogo para o Leão e fez a festa da torcida tricolor.