O resultado foi importantíssimo para o time mineiro, que com 37 pontos tomou a posição do Ceará e agora está fora do Z-4, em 16º lugar, dois pontos à frente do concorrente. Na quarta-feira, o time vai até Florianópolis encarar o Avaí, às 21h50m (de Brasília) no Estádio da Ressacada.
O Inter, que há duas rodadas esteve perto de entrar no G-5, continua ladeira abaixo no campeonato. Ocupa a décima colocação, com 51 pontos. Se serve de consolo, a diferença para o quinto colocado continua a mesma: são cinco pontos, mas agora com uma rodada a menos (quatro) a ser disputada. Na próxima rodada, o time recebe o Bahia, às 20h30m de quarta-feira, no Beira-Rio.
Inter joga bem, Cruzeiro é eficiente
Com a força da arquibancada, o Cruzeiro foi com tudo para cima do Inter no início do jogo, mais na base da disposição do que da técnica. A pressão era grande, mas não levava perigo ao gol de Muriel. Experiente e sob o comando de D’Alessandro, o Colorado tocou a bola até que o ímpeto inicial acabasse. Deu certo, e na primeira escapada os visitantes quase marcaram após saída de Fábio. A bola sobrou para Oscar, que por cobertura acertou o travessão. A partir daí, o Inter passou a ter boas chances, e numa cabeçada Gilberto obrigou o camisa 1 da Raposa a salvar.
Quando o Inter parecia controlar o jogo, saiu o gol de Farías, aos 19 minutos. Wellington Paulista cruzou a bola na altura da primeira trave, e Farías cabeceou para a rede, sem chances para Muriel. A torcida fez muita festa na Arena, já que àquela altura o time azul abria dois pontos de vantagem para o Z-4.
Farías marca o gol de alívio para a torcida do Cruzeiro (Foto: Pedro Vilela / Agência Estado)O gol não mostrava o que acontecia em campo, já que D’Alessandro ditava o ritmo com ótimos passes para Gilberto, que pecava nas finalizações. Ah, se fosse o Damião... Com o meio-campo alugado, o Inter chegava por todos os lados e também pelo meio. Só que faltava acertar o pé nas finalizações.
Percebendo o cenário desfavorável, a torcida do Cruzeiro até que tentava apoiar, mas as chegadas eram esporádicas. Só numa delas a dupla de ataque quase funcionou novamente. Após bela tabela, Farías deixou WP9 numa boa, mas o centroavante bateu rasteiro e fraco, o que facilitou a vida de Muriel.
Expulsão atrapalha reação colorada
A etapa final começou como foi boa parte da primeira. Com ótimo toque de bola entre Oscar e principalmente D’Alessandro, o Inter pressionava o Cruzeiro. No entanto, aos sete minutos, Elton foi expulso de forma infantil, ao colocar a mão na bola para impedir um chapéu de Wellington Paulista. Como já havia recebido cartão amarelo, foi para o chuveiro mais cedo.
Mas nem assim os donos da casa dominaram a partida. Numa grande noite, D’Alessandro fazia ótimas jogadas sempre que se aproximava de Oscar. E foi dos pés do garoto que quase saiu o empate. Num passe mágico, ele viu Tinga entrar pela direita. O camisa 7 levantou a cabeça e cruzou rasteiro para Nei. O lateral, na função de atacante, entrou de carrinho e dentro da pequena área conseguiu acertar o travessão. Ah, se fosse o Damião...
E a resposta veio rapidamente, primeiro num chute de Roger de fora da área, e em seguida num cruzamento de Marquinhos Paraná, que encontrou Farías livre para perder chance incrível.
A essa altura, Dorival Júnior já havia feito as três alterações a que tinha direito, inclusive com a saída de D’Ale para a entrada de João Paulo. Já Mancini havia tirado Leandro Guerreiro, muito aplaudido, para a entrada de Sandro Manoel.
As alterações de Dorival não surtiram efeito, já que, quando ficou sem seu camisa 10, o Inter parou de atacar com perigo. De emoção a partir daí, apenas uma chegada rápida da Raposa que terminou com gol mal anulado de Ortigoza. Como reclamou muito do lance, Vágner Mancini foi expulso do banco de reservas.
O Cruzeiro estava satisfeito com o placar, e o Colorado não tinha mais fôlego para chegar ao ataque. A torcida celeste (foram 16.967 presentes, que somaram uma renda de R$ 106.588) ainda sofreu um pouco, mas respirou aliviada após o apito final.
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